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Biodiversidade

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Rã-pimenta
Leptodactylus labyrinthicus | Spix, 1824

FOTO: Propriedade de Native / Embrapa

Caracterização: Espécie de grande porte, com cerca de 18 cm. O nome “labyrinthicus” deve-se ao fato de possuir um grande par de tímpanos (membrana timpânica, labirinto) bem visíveis logo atrás e abaixo dos olhos. Os juvenis apresentam coloração variando do verde escuro ao marrom, com manchas e salpicos de cor escura no dorso com muitas glândulas e protuberâncias visíveis. Apresentam coloração vermelha ou alaranjada na parte interna das coxas e laterias do corpo. Os adultos são quase totalmente vermelhos/alaranjados e como os juvenis, apresentam faixas negras por toda a boca e focinho. Apresentam dimorfismo sexual, os machos são maiores que as fêmeas e possuem braços robustos e os polegares especializados para agarrar a fêmea no momento da cópula. Por produzir substâncias tóxicas e repulsivas à maioria dos vertebrados, somado à sua coloração vermelha nos adultos, esta espécie é conhecida popularmente como rã-pimenta.

Distribuição: Leste do Paraguai, Cochabamba, Santa Cruz e Bolívia. Cerrados, caatingas e região sudeste do Brasil.  

Habitat: Formações abertas à florestais em bordas de matas ciliares e de galeria. 

Hábitos: Crepuscular, noturna, terrestre e aquática. Comumente encontrada, nas margens de rios, riachos, lagos, lagoas, várzeas, brejos e charcos. 

Alimentação: Insetos, artrópodes e ocasionalmente outros anuros. 

Reprodução: Ovípara, as desovas são depositadas às margens de corpos d´água temporários, protegidas por vegetação. Apresenta padrão reprodutivo prolongado associado ao período de chuvas na região. 

Na área da UFRA: Espécie registrada nos Canaviais orgânicos, Várzeas com herbáceas, Várzeas com matas ciliares e Matas nativas restauradas.