





A Usina São Francisco é auto-suficiente em produção de energia elétrica, a partir da combustão do bagaço da cana. Caldeiras de alta eficiência garantem a queima limpa dessa biomassa, sem emissão de enxofre. As caldeiras produzem vapor, convertido nas energias térmica, mecânica e elétrica. O vapor movimenta um turbogerador que atende às necessidades de energia elétrica da Usina.
Em junho de 1987, a Usina São Francisco, pela primeira vez no Brasil, comercializou um pequeno excedente de energia elétrica junto à rede de distribuição local, inaugurando o fornecimento à população de energia oriunda do bagaço de cana.
Até 2009, após vultosos investimentos na Usina Santo Antonio, o total produzido pelo Grupo Balbo alcança 145 GWh, dos quais 55 GWh são consumidos por elas e 90 GWh são comercializados. Esse excedente poderia atender uma cidade com 310 mil habitantes.
A partir da implantação da nova termoelétrica na UFRA, em 2010, a produção total eleva-se para 215 GWh, com excedente de 146 GWh, suficientes para abastecer as necessidades uma cidade de 500 mil habitantes.
A expansão do modelo de co-geração para outras usinas poderia atenuar o risco de blecaute do fornecimento de energia elétrica na região Nordeste do Estado de São Paulo. A safra de cana-de-açúcar ocorre entre maio e novembro, período de estiagem, quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas é baixo.
Além dessa vantagem estratégica, o sistema de co-geração de energia elétrica a partir da combustão do bagaço da cana (combustível oriundo da biomassa) é neutro em emissão de gases do efeito estufa, em oposição à geração de energia em termelétricas movidas por combustíveis fósseis, altamente emissoras. O projeto de co-geração do Grupo Balbo, analisado e aprovado no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto, já propiciou a comercialização de créditos de carbono referentes a 111 mil toneladas volume de emissões evitadas entre 2002 e 2007.
A agroindústria canavieira tem grande potencial nessa área, em ações como:
01. Substituição do cultivo convencional pelo cultivo orgânico;
02. Estabelecimento de ilhas de biodiversidade nos canaviais;
03. Produção de álcool combustível (de origem não-fóssil) e seus derivados;
04. Co-geração de energia a partir do bagaço de cana;
05. Substituição de açúcar de beterraba pelo açúcar da cana.