





O agricultor orgânico considera a natureza sua aliada. Para realizar o cultivo, ele avalia fatores como as condições e natureza do solo, o clima, o regime hídrico, a precipitação média, a biodiversidade local e até mesmo a influência dos astros nos ciclos naturais.
Com essa avaliação que envolve o conhecimento de diversas ciências, como geologia, astronomia, agronomia e ecologia, ele organiza seu sistema de produção de forma a favorecer o equilíbrio natural do solo, preservando sua fertilidade. O cultivo orgânico promove a constante reciclagem dos nutrientes essenciais para as plantas, conferindo maior eficiência ao sistema.
Para tanto, ele se vale de insumos biológicos. Efluentes orgânicos e resíduos vegetais são utilizados para a formação de um composto que, aplicado ao solo, transforma-se em húmus, substância extremamente benéfica para o solo e as plantas.
Atraídos pela matéria orgânica, os microrganismos tornam a terra porosa, solta e permeável à água e ao ar, além de transformar essa matéria orgânica em alimento para as plantas, ativando a vida do solo. Pragas e doenças também são combatidas por meio de métodos naturais, controlando possíveis infestações sem destruir a fertilidade do solo.
Os consumidores dos alimentos orgânicos são os principais beneficiados, pois ingerem alimentos ricos em nutrientes, com a certeza de que não há qualquer contaminação por substâncias químicas.
O agricultor, por sua vez, reduz seus custos ao evitar a compra de fertilizantes e defensivos químicos, reaproveitando resíduos de sua própria fazenda. E o meio ambiente é preservado, com grandes ganhos de biodiversidade.
