Princípio ecológico e compromisso com as futuras gerações

Na floresta adulta, saudável e exuberante se identificam as árvores nativas da flora brasileira - jacarandá, maria-farinha, jequitibá, peroba, pau-ferro, jatobá. Elas se juntam às folhagens exuberantes para fechar a mata, tornando-a o habitat perfeitamente equilibrado para inúmeras espécies de animais. Ali convivem o lobo, a lontra, a garça, o tucano, o veado, o melro, o lagarto, a libélula, o papagaio...

Esse harmônico retrato naturalista, quem diria, fica no coração agropecuário do Estado de São Paulo e é uma ilha de biodiversidade, parte de um arquipélago verde, cercado de canaviais por todos os lados, ou melhor, pelas fazendas que compõem o complexo canavieiro orgânico das usinas São Francisco e Santo Antônio, em Sertãozinho.

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
 
A recomposição da condição ambiental como a natureza a criou talvez seja o aspecto mais complexo e interessante do projeto pioneiro de produção de açúcar orgânico em larga escala da Usina São Francisco. Quando o açúcar Native chega às prateleiras de lojas e supermercados, todo um conceito de qualidade de vida o acompanha, e isso envolve detalhes que estão além da sua produção e industrialização certificadas por respeitados órgãos nacionais e internacionais.

Uma consciência muito mais ampla paira sobre os produtos orgânicos, gerando uma preocupação contínua e, a todo momento, cuidados que, por mínimos que pareçam, são essenciais na proporção inversa. Especificamente no projeto das usinas São Francisco e Santo Antônio, pratica-se a chamada agroecologia, cuja visão sistêmica se apóia em três aspectos principais para integrar a auto-sustentabilidade: o ambiental, o econômico e o social

 
Sob esse ponto de vista é que se pode compreender melhor as rotinas que compõem o dia-a-dia das fazendas e os procedimentos e manejos que definem o Projeto Cana Verde.