CUTIA
Nome Popular: Cutia
Espécie: Dasyprocta aguti
Família: Dasypodidae
Caracterização: Tem de 50 a 60 centímetros, o pêlo é áspero, de cor característica (vermelho-amarelado). Suas pernas são relativamente altas, sendo que as traseiras são ainda mais que as dianteiras, por isso são boas saltadoras.
Distribuição: Ocorre na América do Sul, do leste Andino à Bolívia, leste de São Paulo, região com florestas tropicais, Mato Grosso, Argentina e Paraguai.
Habitat: Vive nos matos e em tocas, que prepara em geral junto às raízes de árvores.
Hábito: Estes roedores são de hábitos noturnos/crepusculares. Ao alimentar-se, a cutia acomoda-se e com ambas as mãos leva à boca o que vai comer. Quando se farta, costuma enterrar as amêndoas, em pontos distantes.
Alimentação: Costuma comer castanhas, como por exemplo a castanha de sapucais.
Reprodução: Cada fêmea dá à luz de 2 a 3 filhotes.
Defesa: Embora seja manso, fugidio e esquivo, quando se defronta com o inimigo, reage e sabe valer-se dos magníficos dentes que possui. Nessas ocasiões, encrespa os pêlos do dorso e escava com as patas traseiras o solo, manifestando assim o seu furor.
Na área da UFRA: Este mamífero foi identificado nas várzeas com herbáceas, nas matas nativas restauradas, nas matas mistas em regeneração e nas matas nativas. Sua preferência de ocorrência foi nas matas mistas em regeneração, onde foi encontrada um maior número de vezes. É uma espécie pouco freqüente, pois foi identificada apenas 4 vezes. É uma espécie ameaçada de extinção, na categoria vulnerável.
Referências Bibliográficas:
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SANTOS, Eurico. "Zoologia Brasílica - Entre o Gambá e o Macaco", 1984.